Você sabe o que fazer com aquele remédio vencido que está guardado no armário de casa? Jogá-lo no lixo comum ou despejá-lo na pia pode parecer inofensivo, mas essa prática representa um sério risco ao meio ambiente e à saúde da comunidade. Pensando nisso, os cursos de Fisioterapia e de Farmácia da Unisep – campus de Francisco Beltrão promovem uma campanha de descarte consciente de medicamentos. A campanha de captação é realizada dentro do projeto de extensão da disciplina de Farmacologia em Fisioterapia, e a etapa final, de classificação dos medicamentos e destinação adequada, será feita pelos acadêmicos do curso de Farmácia.
Por que o descarte correto importa?
Medicamentos descartados de forma inadequada, seja no lixo doméstico, em pias ou vasos sanitários, liberam substâncias químicas que contaminam o solo e os lençóis freáticos. Essas substâncias podem chegar aos rios, comprometer o abastecimento de água e afetar toda a cadeia alimentar, prejudicando animais, plantas e, consequentemente, os seres humanos.
Além disso, manter medicamentos armazenados em casa, especialmente sem controle adequado, representa um risco significativo. O acesso facilitado pode levar à ingestão acidental por crianças, que muitas vezes confundem comprimidos com balas, e por idosos, que podem se enganar devido ao uso contínuo de diferentes remédios. A presença de medicamentos vencidos também favorece a automedicação inadequada, já que seu uso pode ser ineficaz ou até prejudicial, em razão das alterações na composição química.
Diante disso, o descarte correto é essencial para reduzir riscos, prevenir intoxicações e promover o uso seguro de medicamentos. Este descarte exige que os medicamentos sejam encaminhados a empresas especializadas, responsáveis pela incineração em locais apropriados e com controle ambiental. Esse processo impede que substâncias químicas sejam liberadas no meio ambiente de forma nociva.
O descarte irregular de medicamentos é considerado crime ambiental e infração sanitária no Brasil, podendo acarretar reclusão, detenção ou multas
A campanha em duas etapas: dentro e fora da Unisep
A iniciativa é coordenada pela professora Caroline Lermen Munhoz, junto aos alunos da disciplina de Farmacologia em Fisioterapia, e foi estruturada em duas etapas:
1ª etapa — Coleta interna no campus de Francisco Beltrão: os alunos e a professora já percorreram todas as turmas, apresentando a campanha e conscientizando a comunidade acadêmica. Foram disponibilizadas três caixas coletoras em pontos estratégicos: entrada do Bloco A (próximo à secretaria), entrada do Bloco B e cantina.
2ª etapa — Coleta aberta à comunidade: no dia 16 de maio, a ação vai além da universidade. A turma estará presente na praça da concatedral, em Francisco Beltrão, recebendo medicamentos da população em geral.
Podem ser entregues medicamentos vencidos, sem uso ou com embalagem danificada.
Uma das caixas de coleta de medicamentos
Extensão universitária em ação
A campanha demonstra como um projeto de extensão contribui diretamente para o bem-estar da sociedade, promovendo o descarte correto de medicamentos e evitando a contaminação de rios, lençóis freáticos e acidentes domésticos. Essa é a formação da Unisep, que comprova por que é muito mais que um diploma: ensina na teoria, mostra na prática e forma profissionais éticos, responsáveis e preparados para o mercado de trabalho.


